Ontem mais uma vez o futuro surgiu entre meus pensamentos. Mas, diferentemente das outras vezes, não pensei em mim propriamente, mas sim nos meus descendentes, em outras palavras, meus filhos ou filhas. Penso não em como eles serão fisicamente ou sobre como vou educá-los, mas sim nos brinquedos que vou dar a ele ou ela. Não serão somente os brinquedos que as crianças atualmente brincam, mas também 3 brinquedos que eu tenho desde que eu era um bebezinho.
Entretanto, não é só isso que quero dar pra eles; quero é dar carinho e amor (meio óbvio,né?) e ter a chance de mostrar lugares que me marcaram na infância. Me lembro de vários, o futebol no pátio da casa do meu irmão Linguih, o trapiche, o calçadão do Ipanema, as praçinhas e, em especial, um lugar chamado Mini-Mundo.
O Mini-Mundo é um lugar mágico. Um terreno gradeado, sem portão, com miniaturas em todo o jardim e, no fundo, uma casinha de madeira, abandonada creio eu. Você, leitor ou leitora, deve pensar que já viu inúmeros lugares parecidos com esse, mas esse é especial pra mim pelas lembranças que traz à tona. Ele localiza-se na rua Pasteur, na mesma rua onde ficava a primeira casa onde morei. Me lembro como se fosse ontem um dia em que fiquei um tempão na frente do Mini-Mundo parado, só olhando e admirando e pensando (no que,não lembro, afinal tinha uns 3 anos.).
Lembro muito pouco da minha casa, azul, na Pasteur, nada do interior, só algumas coisas da parte externa. Lembro do portão da frente da casa, lembro que ela, a casa, era de madeira, que tinha uma rampa no lado da casa e no fundo tinha um canil, onde morava o Dallas, nosso Beagle (não tenho certeza, teria que perguntar à minha mãe.) Lembro que no canil tinha um pano ou algo do tipo, vermelho, na entrada do canil, onde eu várias vezes me escondi.
Saudades desse tempo, do Dallas, de poder ficar horas contemplando o Mini-Mundo sem se preocupar. Saudade daquela casa, mesmo não sendo maior ou melhor que a onde moro hoje em dia. E muita pena de não encontrar mais essa casa azul de madeira, para poder revê-la e poder mostrar pra minha família que eu morei ali durante uns 3 anos, os primeiros da minha vida.
Pelo menos o trapiche, o quadrado, o Banco dos Namorados eu poderei mostrar e contar sobre as tardes que passei nesses lugares, os amigos que me acompanhavam e acabar revivendo essa nostalgia (ou seria saudade?) boa e ruim.
Um comentário:
devia escrever com mais frequencia. =)
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