quinta-feira, 26 de março de 2009

Contos Urbanos - Lual

Nunca me esqueço daquele dia. Era uma sexta-feira linda; fazia tempo desde meu último dia de folga ensolarado. Acordei cedo nesse dia, aproveitei a manhã pra caminhar na beira do rio e tomar um chima. Descansei um pouco após o almoço e curti o resto da tarde, bem como o pôr, na beira. O céu, durante o crepúsculo, era simplesmente lindo.
Após esse momento mágico, fui pra casa me arrumar; nessa noite teve um lual. Tomei um banho de banheira, com essência de jasmim e me vesti num estilo hippie. O lual foi na praia (beira do rio), tava cheio de gente, muita bebida e música; tocava de tudo, mas principalmente reggae (roots).
Fui com minhas 3 melhores amigas; tinham amizade com a namorada de um guri, que tava com os amigos. Um desses amigos do guri era o Renato. Nós 4 passamos a noite com os guris, conversando. Lá pelo meio da noite, me casei na festa com o Renato.
Essa noite foi muito tudo. Depois dela continuei conhecendo o Renato; ficamos com certa frequência por um mês e meio, depois disso, virou namoro. Ele é meu primeiro namorado; sou inexperiente nesse assunto, entre outros. Amanhã é nosso aniversário de 3 meses e vamos comemorar com um jantar ao luar; é o momento perfeito para tirar minhas dúvidas.

terça-feira, 3 de março de 2009

Contos Urbanos - O Convite

Conheci a Maria numa terça a noite, numa sala de aula. Eu faço Administração, com ênfase em Empreendedorismo e Sucessão; minhas aulas são de manhã. Estava fazendo uma cadeira do Direito, era eletiva e se chamava Direito Tributário e tinha poucos alunos na sala. Numa das primeiras aulas, eu pedi para que ela me ajudasse, pois estava totalmente perdido na aula e na matéria. Eu estava, literalmente, apanhando da cadeira. O semestre transcorreu normalmente, eu fui me acostumando com aquele "mundo"; sempre conversando com a Maria.
Nós ficamos muito amigos, ela confiava-me dúvidas e histórias relativas ao namoro. Acabou a cadeira, nós passamos, e continuamos a nos falar. Era mais ou menos início de outubro, a data não me recordo, quando ela me falou que suspeitava do Renato, seu namorado. A suspeita de traição era muito forte.
Pouco tempo depois, ela marcou uma banda na noite; a gente foi num barzinho e acabamos ficando. Ficamos mais umas 4 vezes e fomos ao motel. Depois da primeira vez, nossas transas se tornaram frequentes; o sexo era bom. Ela pediu pra eu apresentar alguns amigos e que eu não me preocupasse, eu não iria me arrepender. Eu apresentei vários amigos, ela gostou de todos, mas especialmente do Pedro.
Então ela me fez o convite.

domingo, 1 de março de 2009

Contos Urbanos - O Dr. Destino

O meu destino foi traçado (ou seria alterado?) quando eu tava no ventre da minha mãe, já fazia 6 meses. Isso ocorreu porque minha mãe, biológica, era muito pobre e eu teria, entre irmãos e irmãs, 5 parentes; ela trabalhava como faxineira numa casa dum bairro bom aqui da nossa cidade. A patroa dela é uma pessoa muito boa, caridosa, e se tornou minha mãe adotiva.
Minha mãe, adotiva, teve meu irmão Renato mais ou menos um ano antes de eu nascer, mas foi uma gravidez de risco e ela ficou impossibilitada de gerar novas vidas. Ela gostaria, junto com meu pai adotivo, ter 2 filhos e por esse motivo eles decidiram adotar uma criança.
Minha mãe, biológica, mal conseguia fazer dinheiro, junto com meu pai biológico, suficiente para que a família comesse. Ela conhecia os problemas e sonhos da patroa, e vice-versa; uma era pobre, estava grávida e desejava pro filho um futuro melhor. A outra tinha condição financeira boa, tornara-se estéril e desejava adotar uma criança.
Por isso, naquela manhã fria, nasceu César, irmão de Renato. Fui criado pela minha família adotiva, mas sempre em contato com minha família biológica e desde cedo soube dessa história da adoção. Desde essa época convivo com meus irmãos e irmãs pacificamente.
Bom, tá na hora de contar uma história mais animada: nosso último verão. Eu e Renato fomos pra uma praia aqui perto. Fazíamos noite quase todos os dias; quando não entrávamos, a gente ficava no centrinho. A gente passava, quando não dormindo, quase todos os dias na praia, vendo as gatinhas.
Num desses dias, nós caminhávamos na beira quando vimos 2 gatinhas e fomos conversar com elas. Elas se chamavam Maria Clara e Danielle. Após alguns minutos, descobrimos que elas moravam na mesma cidade que nós, estavam em 7 gurias e nos convidaram pra um churras. Elas queriam fazer um churras fazia tempo, mas não tinha quem assasse as carnes; agora tinham.
O churras foi no outro dia e tinha muita gente, e muita bebida; nos divertimos muito. Eu fiquei com a Danielle e o Renato com a Maria Clara. Depois desse dia, passamos o resto do verão juntos, os 4. Acabou o verão e continuamos ficando e uns 3 meses depois eu começei a namorar a Dani e o Renato a Maria, alías, eles começaram ontem.