When they're all gone
And I'm alone
I write some lines
Making some rhymes
Praying for a better life
Wishing she as my wife
Asking why
She makes me cry?
quinta-feira, 30 de abril de 2009
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Contos Urbanos - A Volta
Nos encontramos na praia. Namoramos. Terminamos. O destino nos trouxe de volta àquela praia. Eu fui com a Dani e o César (gosto muito deles e acho que formam um belo casal). Ficamos curtindo o pôr, quando vi o Renato, acompanhado de uma guria linda. Por um minuto ou menos, ficamos constrangidos pelo encontro, mas logo nos cumprimentamos e despedimo-nos.
Logo após saírem, antes que pudesse perguntar, o César falou quem era aquela mulher e a natureza da relação deles. Fiquei abalada em saber do namoro do Renato e da Yasmin. Eles não sabiam que estávamos na praia, mas quando descobriram que a gente estava lá, marcaram um churrasco para conversarmos e lembrarmos os antigos tempos.
Eu não quis ir, mas a Dani e o César, que obviamente sabiam do ocorrido, insistiram perguntando se eu não queria ir por ter me sentido atraída por ele. Neguei com veemência, o que me deixou sem escolha.
Uma vez que teria que ir, já que não queria dar o braço a torcer, fui no mercado comprar uma garrafa de tequila pra enfrentar a situação. Tomei umas duas doses antes de irmos; lá tomava misturada com Coca (meio a meio).
Estávamos só nós 5 e eu enchendo a cara, tava furiosa comigo mesmo por ter ficado abalada, mesmo após o que falei no dia em que terminamos. Numa das vezes que fui encher o copo, já bêbada, o Renato foi buscar uma cerveja. Ele não tinha bebido como eu e puxou conversa; começamos a conversar sobre assuntos banais até que ele me perguntou o que aconteceu pra eu tá derrubando uma garrafa de tequila sozinha... Falei que era pra esquecer, esquecer meu amor por ele; a chama da minha paixão reacendera na praia, quando nos encontramos.
Ele que ficou abalado com essa revelação e falou que nunca me esqueceu... Disse mais, disse que namoraria comigo novamente; me contou que ele não quis fazer o churras, mas a Yasmin o convenceu, não contou a ela sobre nosso namoro ou o fim dele.
Eu estava olhando pra ele enquanto conversávamos e quando olhei pra porta, vi a Yasmin parada nos observando; fui sair e deixá-los sozinhos pra conversar, mas ela me cortou, falou que tava saindo, pra que pudéssemos namorar em paz. Ela foi conversar com o César e com a Dani e logo voltou, passou por nós sem nos olhar e foi pro quarto; escutamos choro e barulho de porta sendo aberta e fechada. Fui lá conversar com ela e a vi arrumando a mala pra ir embora; tentei falar que não queria e não iria atrapalhar o namoro deles, mas ela disse que deixava o caminho aberto pra nós.
A Yasmin terminou de arrumar as suas coisas em silêncio e foi procurar o Renato. Segui-a até a churrasqueira, onde ele estava conversando com o César e a Dani. Disse ao Renato, ali mesmo, que o amava e que sofreria, mas que tinha escutado boa parte da minha conversa com ele e que, como ele tinha dito que namoraria novamente comigo, não queria se tornar um empecilho para nós.
Ele foi replicar, mas ela não deixou, dizendo que iria caminhar na praia e que, quando amanhecesse, voltaria para pegar suas coisas e ir embora. Renato tentou convencê-la, mas ela o ignorou, virou as costas e saiu. Fiquei feliz por estar com o "caminho" livre, mas muito triste pela forma como ocorreu; minha tristeza era também por ver Renato sofrendo e fiquei pensando no que fiz num passado não muito distante.
Não fiquei com ele no churras com medo de ser rejeitada; até porque o churrasco acabou naquele momento por não existir mais clima. Fomos pra casa. No outro dia, acordei de ressaca, logo tomei um banho e quando saí do quarto, Renato me esperava para conversarmos sobre o ocorrido. Saímos pra caminhar na beira da praia; no meio da caminhada parei, olhei bem fundo nos olhos dele e senti uma vontade louca de provar aquele beijo novamente. Foi assim que voltamos a namorar.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Contos Urbanos - Querido Diário...
Querido diário,15 de abril de 2009. Hoje acordei, curti meu dia e, antes de dormir, resolvi contar minha história...
...Me chamo Pedro, sou amigo do Júlio. Nos conhecemos pelos nossos pais, que eram colegas de trabalho. Ficamos amigos e logo começamos a jogar bola junto. Ele joga com a nº 10; eu jogava com a 3, mas torci o tornozelo direito e desisti da linha, jogando agora somente como goleiro.
O próximo passo, na amizade, foi a noite. Viramos grandes amigos depois que comecei a fazer noite com o Júlio. Cada um de nós já carregou o outro inúmeras vezes, após porres. Já apostamos ceva pra quem ficasse com a mina mais feia, com a mais gata (gostosa), quem pegava mais na noite.
Tudo tava indo muito bem, até o Júlio me falar do convite. Ele já tinha me contado a história dele com a Maria Clara, mas aquilo me surpreendeu. Aceitei, afinal, é uma gostosa. O problema é que curti comer ela e quis mais. A atração física fez eu me aproximar dela mais do que deveria e isso fez com que rolasse uns stress com o Júlio. Ele curtia a mina e ela curtia nós 2.
Nós dois quase saimos na porrada, mas pouco antes de chegar a vias de fato, disse que não brigaria com ele por causa de uma puta, que era como via ela. Resultado: um tapa na cara, ser xingado e expulso da casa da Maria, e a salvação da nossa amizade.
Para mim, a nossa amizade vale mais que uma mulher, qualquer uma, não sendo da família (mãe, irmã, tias, primas e avós). Isso ficou provado nesse dia.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Contos Urbanos - Carta
Querido César,
te escrevo essa carta para contar algumas coisas. Já faz 4 anos que namoramos; minha amiga, teu irmão e aquela história triste. Falo sobre eles porque gosto muito dos dois; fiquei triste com o fim do namoro deles. Logo que eles terminaram, o Renato me chamou para conversar.
Ele me falou sobre o quanto desejava matar a Maria, o quanto de ódio ele nutria por ela. Falou também sobre suicídio. Isso me deixou muito assustada; eu o olhava como uma corça frente um leão; ele, ao perceber minha fragilidade pelo olhar, falou sobre tudo, sobre o quanto amava e sofria pela Maria. Falou sobre a depressão que o assolava.
No outro dia fui conversar com a Maria, queria saber como estava minha amiga. Ela estava melhor que ele; melhor até do que eu imaginava. Ela me fez uma pergunta..."Por que o César?", mas não agredindo ou algo do gênero, mas sim com curiosidade; quando fui responder, ela me cortou dizendo que eu pensasse bem, afinal, já tive muitos pretendentes e, alguns mais lindos que o César, com condição financeira melhor. Foi o que ela me falou; quando fui replicar, ela disse que tava atrasada e saiu.
Nunca mais consegui conversar sobre isso. Pensei nessa pergunta por um tempo até que achei uma resposta aceitável, então esqueci. Faz alguns dias, após sair da tua casa e ir pra minha, a pergunta voltou à minha mente, mas aquela resposta não; finalmente descobri o motivo pela qual te escolhi como meu primeiro namorado.
Nesse dia, cochilei indo pra casa. Tive o mesmo sonho que tive quando criança. Eu sonhava comigo vestida de noiva na beira do mar, alguns amigos e a família. Tinha um homem ao lado daquela mulher (eu), mas não conseguia ver ele. Nesse cochilo esse sonho se repitiu e pude te ver ao meu lado e reconheci aquela praia, foi na mesma onde conheci tu e meu cunhado.
A partir desse momento descobri que não te escolhi pra namorar, mas que tu nasceu pra completar a minha vida e eu a tua. Tudo isso é pra dizer que eu te amo muito, muito, muito.
Beijão, meu amor, da sempre tua,
Dani
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