sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Manifesto ao Povo

O político que você votar é o teu representante no Poder Legislativo e Poder Executivo. Isso é o que nós escutamos a cada dois anos, no ano de eleição. Além disso, sempre, nesses anos eleitorais, te falam pra não votar em político corrupto, mas eles sempre acabam se elegendo. Daí eu penso o seguinte:
  • Se o político é o representante do povo e é corrupto, sinal de que o povo é corrupto;
  • Se a afirmação acima é verdadeira, e é, o povo é hipócrita em criticar um político porque ele roubou se esse mesmo ser tenta corromper ou aceita ser corrompido;
Sei que há muitas pessoas honestas no Brasil, mas generalizei porque elas, as pessoas honestas, são minória, e a tendência é diminuir mais ainda, afinal por que vou me matar trabalhando, pagando os impostos direito, se um filho da puta (Daniel Dantas) rouba o país inteiro, é preso e algemado, reclama que algemaram ele e o STF proíbe a PF de algemar os criminosos?
Por que eu vou ser honesto e ficar na merda, enquanto têm gente que comete crimes com requintes de crueldade, fica preso 5 ou 6 anos e é liberado por bom comportamento e progressão de pena (Caso Tim Lopes - Eliás Maluco*), fora os que não cometem assassinatos, mas roubam e sonegam impostos e ficam (muito) bem de vida?
Infelizmente, a ética e honestidade não valem nada nessa porra de país, onde tu vale mais pelo que tem do que pelo que tu é. Será que um dia a sociedade mudará seus valores e a "Futura Potência" ou "País do Futuro" se tornará o país do presente?
*O Eliás Maluco foi condenado, no Caso Tim Lopes, por:
  1. Formação de quadrilha;
  2. Homicídio sei lá quantas vezes qualificado;
  3. Ocultação de cadavér
  4. Esquartejamento;
  5. Incineração de corpo
PS: se tiver errado algum dos crimes do cara nesse caso ou faltar algo, me avisa

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Nostalgia ou Saudade?

Ontem mais uma vez o futuro surgiu entre meus pensamentos. Mas, diferentemente das outras vezes, não pensei em mim propriamente, mas sim nos meus descendentes, em outras palavras, meus filhos ou filhas. Penso não em como eles serão fisicamente ou sobre como vou educá-los, mas sim nos brinquedos que vou dar a ele ou ela. Não serão somente os brinquedos que as crianças atualmente brincam, mas também 3 brinquedos que eu tenho desde que eu era um bebezinho.
Entretanto, não é só isso que quero dar pra eles; quero é dar carinho e amor (meio óbvio,né?) e ter a chance de mostrar lugares que me marcaram na infância. Me lembro de vários, o futebol no pátio da casa do meu irmão Linguih, o trapiche, o calçadão do Ipanema, as praçinhas e, em especial, um lugar chamado Mini-Mundo.
O Mini-Mundo é um lugar mágico. Um terreno gradeado, sem portão, com miniaturas em todo o jardim e, no fundo, uma casinha de madeira, abandonada creio eu. Você, leitor ou leitora, deve pensar que já viu inúmeros lugares parecidos com esse, mas esse é especial pra mim pelas lembranças que traz à tona. Ele localiza-se na rua Pasteur, na mesma rua onde ficava a primeira casa onde morei. Me lembro como se fosse ontem um dia em que fiquei um tempão na frente do Mini-Mundo parado, só olhando e admirando e pensando (no que,não lembro, afinal tinha uns 3 anos.).
Lembro muito pouco da minha casa, azul, na Pasteur, nada do interior, só algumas coisas da parte externa. Lembro do portão da frente da casa, lembro que ela, a casa, era de madeira, que tinha uma rampa no lado da casa e no fundo tinha um canil, onde morava o Dallas, nosso Beagle (não tenho certeza, teria que perguntar à minha mãe.) Lembro que no canil tinha um pano ou algo do tipo, vermelho, na entrada do canil, onde eu várias vezes me escondi.
Saudades desse tempo, do Dallas, de poder ficar horas contemplando o Mini-Mundo sem se preocupar. Saudade daquela casa, mesmo não sendo maior ou melhor que a onde moro hoje em dia. E muita pena de não encontrar mais essa casa azul de madeira, para poder revê-la e poder mostrar pra minha família que eu morei ali durante uns 3 anos, os primeiros da minha vida.
Pelo menos o trapiche, o quadrado, o Banco dos Namorados eu poderei mostrar e contar sobre as tardes que passei nesses lugares, os amigos que me acompanhavam e acabar revivendo essa nostalgia (ou seria saudade?) boa e ruim.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Pedras da Selva

Vagando pelas pedras da selva
Apreciando o alvorecer
Sinto sob meus pés a relva
O orvalho os umedecer

Em meio a imagem tão bela
Escombros, ruína e destruição
Nada aplaca a ira da fera
O homem e a maldade de seu coração

Observo a enorme diferença
Entre homens e natureza
Isso me traz tristeza
Será que sentir-se assim é a nossa sentença?

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Passado e Presente

A históra se repete. Estamos no Brasil,mas lembra a Roma antiga e a política de "pão e circo", só que agora é o Fome 0 e o Bolsa Família, e seus irmãos, representando o "pão" e representando o "circo" a mídia, o futebol, como diversão. Esse quadro remete a um esquecimento do que acontece, quando não a ignorância, no país.
É isso que os políticos, a elite que os mantêm, deseja. A elite na qual me refiro são os grandes empresários, donos dos meios de comunicação, das grandes indústrias, fazendas. Eles são os mesmos que, nos primeiros anos do século XX, fizeram o pacto "café com leite". Naquela época, compravam os votos através do "Coroné", hoje já não é preciso, uma vez que pessoas como Clodovil e Frank Aguiar, que nunca fizeram nada de útil à sociedade, se elegem e pessoas que lutam pra melhorar a educação ou manter a moralidade no país, casos de Leonel Brizola, Ulysses Guimarães e Cristovão Buarque, não conseguem os cargos que merecem e almejam. Sendo que no caso, só Cristovão Buarque ainda pode se tornar presidente, que ele merece só pela resposta sobre a internacionalização da Amazônia.
Mas afinal, pra que estudar e trabalhar se o governo os sustenta?